Ninguém nunca encontrou Jão Adeus. Quando perguntam sobre ele depois de algum evento social, o que vem sempre à cabeça das pessoas é que ele "não ficou até o final", uma vez que, depois que confirmava presença na entrada, não era mais visto.
Muitos disseram ter visto sua silhueta se esvair pela porta dos fundos de uma festa lotada, mas isso é só especulação. A verdade é que, após certo horário, ainda que fosse um sujeito interessante, ninguém mais estava prestando atenção nele.
Procurando por Jão Adeus, certa vez cheguei a um armazém onde ele trabalhara como vigia noturno. Sem arma nem colete de proteção; lá ele só era alguém para espantar arruaceiros se fosse preciso, porque naquele armazém não tinha coisa de valor alguma guardada. Inclusive na mesa do dono do galpão ainda estava exposto cartão de ponto de Jão Adeus. E, claro, só com horários de saída.
Jão Adeus é o tipo de cara que deixa pegadas. Não que ele tenha feito algo péssimo ou genial, mas simplesmente porque, onde quer que você pergunte sobre ele, sempre ouvirá o mesmo tipo de resposta: Ele já saiu. Ele não veio. Ele ficou por pouco tempo.
Mesmo se alguém perguntasse aos amigos mais próximos como era a voz de Jão Adeus, em um primeiro momento eles só se lembrariam de longos e reflexivos silêncios. E se alguém fosse ainda mais a fundo e perguntasse como era a feição de Jão Adeus, até suas ex-namoradas provavelmente só se recordariam de sorrisos cordiais que não indicavam necessariamente nada, nem felicidade, nem malícia, nem mal estar, nem prazer - nem tudo, nem nada.
Fico me perguntando quantos bolsos tem a mochila de Jão Adeus. Ou ele não precisa e não tem nenhum, ou tem vários. Porque ou ele não quer nada do mundo, ou quer o mundo inteiro para ele. Mesmo que seja por pouco tempo, só o suficiente para nos cumprimentar e deixar saudade.
Muitos disseram ter visto sua silhueta se esvair pela porta dos fundos de uma festa lotada, mas isso é só especulação. A verdade é que, após certo horário, ainda que fosse um sujeito interessante, ninguém mais estava prestando atenção nele.
Procurando por Jão Adeus, certa vez cheguei a um armazém onde ele trabalhara como vigia noturno. Sem arma nem colete de proteção; lá ele só era alguém para espantar arruaceiros se fosse preciso, porque naquele armazém não tinha coisa de valor alguma guardada. Inclusive na mesa do dono do galpão ainda estava exposto cartão de ponto de Jão Adeus. E, claro, só com horários de saída.
Jão Adeus é o tipo de cara que deixa pegadas. Não que ele tenha feito algo péssimo ou genial, mas simplesmente porque, onde quer que você pergunte sobre ele, sempre ouvirá o mesmo tipo de resposta: Ele já saiu. Ele não veio. Ele ficou por pouco tempo.
Mesmo se alguém perguntasse aos amigos mais próximos como era a voz de Jão Adeus, em um primeiro momento eles só se lembrariam de longos e reflexivos silêncios. E se alguém fosse ainda mais a fundo e perguntasse como era a feição de Jão Adeus, até suas ex-namoradas provavelmente só se recordariam de sorrisos cordiais que não indicavam necessariamente nada, nem felicidade, nem malícia, nem mal estar, nem prazer - nem tudo, nem nada.
Fico me perguntando quantos bolsos tem a mochila de Jão Adeus. Ou ele não precisa e não tem nenhum, ou tem vários. Porque ou ele não quer nada do mundo, ou quer o mundo inteiro para ele. Mesmo que seja por pouco tempo, só o suficiente para nos cumprimentar e deixar saudade.
Não entendem o meu romantismo por eu ser de 4ª geração.