Entre garrafas de vidro e fumaceira e pessoas falando que já estão indo embora há duas horas, Bernardo de repente soltou a bomba:
- Se ninguém me avisasse que existe essa tal coisa que se chama amor, talvez eu nunca tivesse me apaixonado na vida.
A menina mais romântica, fã de Bridget Jones, ex-leitora da Capricho, agora assídua da Marie Claire, logo levantou a voz entre os sorrisos dos outros.
- É claro que você se apaixonaria, sim, poderia até chamar de outro nome, mas o sentimento seria o mesmo.
- Sei lá, não acredito. Amor é psicossomático.
Mais sorrisos.
Não entendem o meu romantismo por eu ser de 4ª geração.
5 comentários:
adorei!
da-lhe yana!
O amor não é ontológico.
O amor é uma vrigem, numa segunda-feira com uma garrafa de whisky numa madrugada num hotel desconhecido.
Oh baby, muito bom...
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