“Está tudo errado”, ele gritou em sua cama, após acordar de 6 meses inteiros de bebedeiras inconsequentes e conversas inconclusivas. “Mas o que eu poderia fazer?”, questionava ela no intervalo de seu trabalho, ao relembrar as palavras da ex-namorada que sentenciava que deveriam mesmo ficar longe uma da outra. “E pra onde eu iria?”, especulava a velhinha no asilo, suas varizes estouradas em pernas que não tinham força para levá-la nem até o pátio. “Eu não sei, realmente não sei...”, murmurava o garoto diante da folha em branco, onde deveria colocar os cálculos de sua prova.
“Eu não aguento mais isso!”, era o que ele agora berrava na cama, o grito sendo esmagado pelo travesseiro encharcado de lágrimas. “Quer saber? Foda-se!”, a garota teve vontade de dizer em voz alta quando o chefe veio avisá-la de cara amarrada que o seu horário de almoço já tinha terminado. “Se eu pelo menos morresse dormindo”, desejava a velhinha senil no aguardo da medicação. “Ou quem sabe no ano que vem”, conformava-se o aluno frente ao iminente fracasso no vestibular.
“É apenas uma questão de tempo”, disse ele, consolando-se, pois sabia que a única coisa a fazer era se levantar da cama. “Só preciso conhecer pessoas novas”, e a garota já sonhava com alguém que não usasse calças tão maltrapilhas quanto as da namorada anterior. "Não serei tão displicente”, planejava a desforra o vestibulando fracassado. “Sabe, o que eu tenho que fazer agora é parar de falar sozinha”, murmurou a velhinha, com olhos cansados e boca vomitando a própria língua.
Mas nenhum deles nunca parou de falar sozinho. A bem da verdade, eles nunca estiveram realmente falando sozinhos. Eles só não sabiam, mas foram correspondidos o tempo inteiro por outras pessoas que também sonhavam muito sem conseguirem entender a si próprias.
“Eu não aguento mais isso!”, era o que ele agora berrava na cama, o grito sendo esmagado pelo travesseiro encharcado de lágrimas. “Quer saber? Foda-se!”, a garota teve vontade de dizer em voz alta quando o chefe veio avisá-la de cara amarrada que o seu horário de almoço já tinha terminado. “Se eu pelo menos morresse dormindo”, desejava a velhinha senil no aguardo da medicação. “Ou quem sabe no ano que vem”, conformava-se o aluno frente ao iminente fracasso no vestibular.
“É apenas uma questão de tempo”, disse ele, consolando-se, pois sabia que a única coisa a fazer era se levantar da cama. “Só preciso conhecer pessoas novas”, e a garota já sonhava com alguém que não usasse calças tão maltrapilhas quanto as da namorada anterior. "Não serei tão displicente”, planejava a desforra o vestibulando fracassado. “Sabe, o que eu tenho que fazer agora é parar de falar sozinha”, murmurou a velhinha, com olhos cansados e boca vomitando a própria língua.
Mas nenhum deles nunca parou de falar sozinho. A bem da verdade, eles nunca estiveram realmente falando sozinhos. Eles só não sabiam, mas foram correspondidos o tempo inteiro por outras pessoas que também sonhavam muito sem conseguirem entender a si próprias.
Não entendem o meu romantismo por eu ser de 4ª geração.