quinta-feira, novembro 27, 2008

The hunter gets captured by his game...

Saca aquelas coisas que você nega pra si mesmo por, sei lá, impossibilidade de lidar com o assunto ou mesmo de resolver o assunto de uma vez por todas? Saca aquelas babaquices de você se perguntar um trilhão de vezes o quanto é ou não bem-vindo, mesmo sabendo que você não é só bem-vindo quanto também é aguardado ansiosamente? Saca aquelas pessoas que te deixam tão seguras que tu fica desnorteado?

É engraçado como essas coisas todas são detonadas pela distância. E acabam se resumindo a ligações telefônicas sem-graça mesmo quando a gente tá bêbado.

Aliás, algum problema contra bêbados? Eles são os únicos que falam a verdade. Correm o risco de esquecer depois, mas ainda assim são confiáveis.

Ah, nem sei explicar direito, mas algum tipo de desentendimento está rolando em algum lugar e todas as reações estão vindo direto pro meu estômago.

domingo, novembro 09, 2008

Não leio borra de café

Em algum ponto de sua vida, você costuma descobrir que está errado. E, bem, eu ainda não cheguei lá. Acho até que chega a ser engraçado ver as mesmas coisas, erros e acertos, modos e características se repetindo como a cinco, dez anos atrás. É claro que você amadurece, você evolui e também perde a empolgação, mas no fim, é você, terrivelmente você, que sempre faz as coisas do mesmo jeito e que sempre usa fórmulas parecidas pra resolver problemas e questões diversas.

Em algum ponto da vida você também deve descobrir que sempre esteve certo, e este também não é o caso, mas, pensando desse jeito... concluo que é tudo uma questão de impressão.
O tal lado que você escolhe pra olhar através da fechadura.

Aliás, posso aceitar seus parabéns?
Fiz 19 anos hoje.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Pena de Ganso

Quero comprar um travesseiro. Daqueles bem macios, que se ajustam ao pescoço e ao cansaço, tipo o que eu acabei de ver na propaganda. Se bem que... o meu já é muito bom, muito cheiroso, tem penas anti-ecológicas de ganso e elas nem ficaram velhas ainda. O meu travesseiro já é bom o suficiente para confortar minha cabeça por minutos coloridos seguidos, sob o patrocínio barato do vento batendo na janela e do tic tac do despertador.

Percebo então que não preciso de travesseiro novo coisa nenhuma. Eu preciso apenas suprir um desejo que eu não detectei qual é. E se eu não sei qual é, então acho que, no fim das contas, eu preciso suprir apenas a ausência do desejo.

Quem me explica isso?
O que eu posso comprar com a ausência do desejo?
Como eu posso enganar essa ausência pedante que me lambe como se eu fosse um algodão doce desaparecendo embaixo da língua? Essa ausência intangível, que me faz querer comprar várias coisas, ler várias coisas, escrever várias coisas, rir de várias coisas? Ela é oblíqua.. e não será resolvida com travesseiros.

Mas, não custa tentar.