Um dia você acorda e vê que está sozinha. Mesmo esse garoto deitado ao seu lado não consegue saber o que se passa pela sua cabeça. Mesmo um amigo de confissões tortuosas em tardes de bar tem que fazer um esforço para te entender. E você racionaliza. Só que rápido você não sabe oralizar ou verbalizar o que te impacienta silenciosamente - você não consegue nem ao menos fazer disso algo concreto. Mas isso está lá, só você sente isso e se sente bem consigo mesma.
Eu nem sei nada sobre ele. Mas ele é definitivamente normal. Às vezes me irrita, porque eu deito no colo dele e fico calada, pensando que tudo o que ele tem a me oferecer é o colo. E ele definitivamente me deixa normal. Como se eu não devesse ousar algum tipo de transcendência ou transbordasse umas gotas a mais de melancolia. Eu tenho problemas em ser uma pessoa andando no meio da multidão; me sinto mais tranqüila olhando a multidão enquanto ando. O que me leva a um sofisma, senão me engano, de que ele me irrita porque teoricamente ele me faz bem. Porque aí eu não posso culpá-lo.
Eu nem sei nada sobre mim. Eu sou um ser impermeável. Nada me atinge, eu não acerto nada. Nada sai de mim e nada consegue se infiltrar. Ou tudo ao contrário. São tantas coisas. E eu não consigo me segurar no chão. Eu tenho que subir e me desligar como um sistema cansado, como um gerador elétrico explodindo discretamente.
Pois é, eu sinto muito, mas no momento eu não sei sentir porque no momento eu sinto demais.
Eu nem sei nada sobre ele. Mas ele é definitivamente normal. Às vezes me irrita, porque eu deito no colo dele e fico calada, pensando que tudo o que ele tem a me oferecer é o colo. E ele definitivamente me deixa normal. Como se eu não devesse ousar algum tipo de transcendência ou transbordasse umas gotas a mais de melancolia. Eu tenho problemas em ser uma pessoa andando no meio da multidão; me sinto mais tranqüila olhando a multidão enquanto ando. O que me leva a um sofisma, senão me engano, de que ele me irrita porque teoricamente ele me faz bem. Porque aí eu não posso culpá-lo.
Eu nem sei nada sobre mim. Eu sou um ser impermeável. Nada me atinge, eu não acerto nada. Nada sai de mim e nada consegue se infiltrar. Ou tudo ao contrário. São tantas coisas. E eu não consigo me segurar no chão. Eu tenho que subir e me desligar como um sistema cansado, como um gerador elétrico explodindo discretamente.
Pois é, eu sinto muito, mas no momento eu não sei sentir porque no momento eu sinto demais.
Não entendem o meu romantismo por eu ser de 4ª geração.